O Bloco de Esquerda considera que o processo de demissão do presidente da Câmara Municipal de Setúbal, não foi explicado aos setubalenses que têm o direito de saber quais as razões que estiveram na base da renúncia compulsiva de Carlos Sousa.
Carlos Sousa e Aranha Figueiredo foram eleitos pela população de Setúbal. O seu primeiro compromisso é pois com os eleitores, que não podem ser postos à margem de um processo que lhes diz directamente respeito, sob pena de estar em perigo a própria essência da democracia. (E Maria Dores, não foi?)
Maria da Dores também foi eleita pelos setubalenses, mas não foi demitida pelo PCP.
Não sei se dá para entender a diferença...
A questão da legalidade não se põe. Agora do ponto de vista ético e politico aceitar que o Comité Central de um qualquer partido, incluindo o PCP, decida quem governa a cidade não é coisa de que se possa dizer bem.
Se assim não fosse, não seria necessário apresentar candidatos. Bastaria ao eleitor votar em determinado partido e este escolheria quem eram as pessoas a ocupar os lugares.
No que a mim me diz respeito, não me parece bem que o Secretário Geral ou um Comité qualquer de um partido decida por mim. São feitios.
"Qualquer substituição do primeiro-ministro por outra personalidade indicada pelo PSD seria uma solução artificial, inaceitável e destituída de um mínimo de credibilidade».
Comunicado do PCP exigindo eleições antecipadas depois da saída de Durão Barroso.
Está tal e qual no Arrastão
Afixado por: Saraiva em agosto 25, 2006 05:49 PMDurão não tinha sido eleito. Foi nomeado pelo PR.
E, quando o primeiro-ministro se demite ou é demitido, cai o Governo.
Não é o caso das autarquias.
Explicar o inexplicável, de tão evidente que é?
Se atentarmos nas conclusões da inspecção efectuada pela Inspecção-Geral da Administração do Território, que propõe inclusivamente a perda de mandato, devido a graves irregularidades, não há nada que explicar.
O Presidente da Câmara Municipal de Setúbal apenas se antecipou na jogada, porque uma coisa é ser demitido por sentença do Tribunal Central Administrativo e outra é ser ele próprio a tomar a iniciativa.